segunda-feira, 30 de maio de 2011

Aprenda a tirar fotos com efeito de "velocidade"

Abaixo, mais uma bela matéria do site Tecmundo. Dessa vez, ensinando como fazer fotos com "motion blur".

Motion blur é a noção de velocidade que é passada em uma fotografia através de partes borradas na imagem. Conheça mais sobre a técnica e aprenda três maneiras de fazer uma foto assim.

Motion blur é a aparência de movimento que uma foto possui. O seu nome em inglês pode ser traduzido para algo como “mancha de movimento”, já que esse efeito é caracterizado por ter partes sem nitidez, ocasionadas por que a câmera ou o objeto estava se movendo na hora do disparo.


O motion blur alia técnica à criatividade (Fonte da imagem: Flickr/e_walk)

Muitas pessoas dizem que, se existe partes borradas na imagem, ela não está boa. Em alguns casos, sim, isso é verdade, mas isso não pode ser levado sempre como regra. O movimento e a velocidade em uma foto são mostrados dessa forma, utilizando o motion blur, e isso não pode ser tido como algo errado.

O mais comum é utilizar o motion blur em fotografias esportivas, já que a própria atividade física favorece a criação desse tipo de imagem. Porém, esse uso é apenas uma das variações dessa técnica tão rica e que pode render ótimas fotos.

Existem três maneiras possíveis para se criar uma foto com motion blur: ou o objeto fotografado se move, ou o fotógrafo move a câmera, ou os dois eventos ocorrem ao mesmo tempo. Isso é usado dependendo do tipo de movimento que você quer criar.

Quando o objeto se move

Esse é o tipo de motion blur mais fácil de fotografar, já que só é preciso capturar o que está acontecendo com a câmera parada. Você pode usar o modo de prioridade de velocidade para controlar o obturador, ou se arriscar no modo completamente manual.

A velocidade do obturador precisa estar baixa, para que ele se mantenha tempo suficiente aberto, com a finalidade decapturar algum movimento. O valor para essa velocidade varia; é impossível definir isso, pois cada caso é muito particular, mas existem algumas técnicas.

Veja quanta luz você tem e quanto movimento você quer que apareça na imagem. O tempo de exposição pode variar entre uma fração de segundo a até minutos e horas. Por exemplo, para capturar o movimento das estrelas no céu, é preciso uma boa parte da noite com o obturador aberto e a câmera imóvel. Já para retratar o movimento de alguém caminhando, menos de um segundo é suficiente.

Utilize um tripé ou apoio para não tremer a câmera (Fonte da imagem: Sylvan Mably)

Apoie a câmera em um local firme, como um tripé, mesa ou outra superfície adequada. Dependendo da exposição escolhida, é possível segurá-la sem apoio externo. Normalmente, o valor mínimo da velocidade para que seja possível segurar a câmera com as mãos sem tremer é 1/30s.

Com a câmera totalmente firme, você pode capturar uma cena bastante nítida que tenha apenas um detalhe em movimento. Esse é o primeiro tipo de captura de motion blur e serve para quando você quer o fundo estático e o objeto se movendo.

Quando a câmera se move

Essa segunda possibilidade de captura de motion blur gera fotografias mais confusas e com muito movimento, já que é bem possível que nenhuma parte da imagem fique completamente nítida. Quando a câmera se move, toda a cena ganha linhas de velocidade.

Para conseguir esse efeito, basta apenas configurar uma velocidade que não seja tão baixa (do contrário, o movimento conseguido será muito confuso e a foto pode não ficar legal) e fotografar movendo a câmera.

Não precisa forçar um movimento, principalmente se a cena também não estiver estática. Isso é ótimo para dar uma ideia boa de bagunça, de alegria. Uma foto com várias pessoas se abraçando, com o fundo levemente borrado, passa a ideia de que o fotógrafo estava imerso na cena, comemorando também.

Esse método é o que mais insere o fotógrafo e quem for ver a fotografia na cena, já que o movimento é muito mais intenso. É bastante comum ver imagens que, por falta de luz, ficaram borradas e o resultado se torna acidentalmente bonito. É claro, imagens com esse tipo de motion blur não são informativas, já que poucos elementos ficam claros na composição.

Por exemplo, em bares e restaurantes com a iluminação mais fraca, é muito comum que as fotos tiradas fiquem um pouco borradas. Nem sempre isso é um problema real e muitas vezes esse movimento passa toda a animação do ambiente para a fotografia. Mas atenção: foto tremida não é motion blur! Motion blur é quando existe ideia de movimento.

Quando a câmera se move com o objeto

Esse é o tipo de motion blur que pode ser mais difícil de criar, pois exige muito mais técnica do fotógrafo. O resultado, no entanto, é belíssimo e instigante: uma imagem com o fundo em movimento e o objeto fotografado nítido. Como isso é possível?

A chave para entender esse efeito está nas aulas de física: o referencial. O que está se movimentando varia dependendo do ponto de referência. Um exemplo: uma pessoa está dentro de um carro em movimento e você está fora dele. Para você, aquela pessoa também está em movimento. Porém, se você estiver dentro do carro, para você, agora, a pessoa está parada.

Parece complexo, mas não é tanto. Pense que você vai fotografar algo que está se movendo, como um ciclista: Para pegar a ideia de movimento, você deixa a câmera parada e fotografa com baixa velocidade, certo? Sim, está certo. Porém, e se você pudesse mover a câmera na mesma velocidade do ciclista? O efeito seria o inverso, a pessoa na bicicleta estaria nítida e o fundo borrado, dessa forma:

Esse exemplo em especial, é um tipo de motion blur que possui um nome próprio, chama-se “panning”. Para que o fotógrafo consiga um panning perfeito, ele precisa treinar até conseguir mover a câmera exatamente junto com o objeto em movimento. Isso exige muita prática até atingir a perfeição, já que é uma questão de percepção, não dá para ensinar em livros e tutoriais.

Nem todas as imagens que apresentam o fundo em movimento e o objeto principal parado, porém, são exemplos de panning. Se você estiver dentro de um carro e fotografar alguém que está ao seu lado, provavelmente o fundo vai estar em movimento, e a câmera estava parada na hora do clique. É tudo uma questão de referencial, conforme já foi dito.


O fotógrafo e o fotografado precisam estar na mesma velocidade (Fonte da imagem: Sean Molin)

É claro que esse tipo de motion blur não precisa ser feito apenas em um carro. Brinquedos de parque, como carrossel e gira-gira, também funcionam bem, se o fotógrafo e o fotografado estão se movendo juntos. Agora que você já sabe como criar esse efeito, experimente outras situações e aperfeiçoe a sua técnica!

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